Este blogue tem como finalidade a análise sensorial dos vinhos (exame organoléptico), neste blogue estão presentes todas as análises efectuadas nas aulas e fora das mesmas.
A análise sensorial do vinho é realizada como complementação às análises efectuadas em laboratório, como temos o exemplo da análise cromatográfica gasosa.
Este tipo de avaliação a que se submete os nossos sentidos serve para conhecer as várias diferenças entre os vinhos e que características organolépticas diferem entre eles. No entanto, é interessante saber que o vinho é constituído maioritariamente por água, em segundo lugar por álcool e uma ínfima parte por outros constituintes (sendo este onde recai a análise sensorial).
* O primeiro sentido a ser posto à prova é a visão onde se avalia se o vinho apresenta turvações, a cor e se tem uma lágrima persistente ou não, ou seja, se a gota demora muito a escorrer pelo copo ou não.
* O segundo é o olfacto onde vemos se o cheiro que exala é agradável ou não, em que intensidade se encontra e que tipo de aromas apresenta ao ser apreciado.
* O terceiro é o gustativo onde apreciamos a nível do paladar e vemos se este se encontra equilibrado, ou seja, se os componentes doçura, acidez, taninos (vinhos tintos) e teor alcoólico estão bem ligados entre si. Verificando, deste modo, a existência ou não de uma destas características em evidência, que possa comprometer o vinho e torna-lo desagradável.
Por fim, é também no paladar que pela via rectro-nasal conferimos se os aromas presentes nesta estão de acordo com a via olfactiva.
Foi através de experiências interessantes que fiz ao longo do semestre, que ganhei gosto por degustar vinho.
Quando iniciei esta cadeira de enologia a minha sensibilidade aos vinhos era muito incipiente, aprender a ver se um vinho é bom ou mau, não é uma análise subjectiva e por isso é tão complicado ser imparcial.
Os vinhos tintos por serem mais complexos que os brancos foram os que custaram mais a fazer as análises, no início achava-os “pesados” (e não gostava muito do sabor), mas fui insistindo e agora gosto tanto de apreciar um vinho tinto como um branco.
Em relação aos vinhos rosés, licorosos e espumantes a sua apreciação inicial foi mais agradável, devido a estes serem consumidos em ocasiões especiais e serem diferentes dos vinhos consumidos no dia-a-dia (vinhos tintos e brancos).
Durante a prova destes vinhos, foi mais fácil de identificar os aromas presentes em cada vinho provado, pois já tínhamos alguma bagagem sensorial proveniente das aulas anterior (prova de vinhos tintos e brancos).